01.06.2020 – Prefeitura de Belo Horizonte decide não ampliar reabertura do comércio

A prefeitura de Belo Horizonte decidiu não ampliar a reabertura do comércio. A decisão, tomada em conjunto com o Comitê de Enfrentamento da Epidemia da COVID-19 na capital mineira, foi anunciada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) na tarde desta sexta-feira, 29/05.

“Nós não poderemos ampliar a flexibilização de Belo Horizonte. Não poderemos porque continuamos apegados, amarrados e conduzidos pela ciência. Temos dados absolutamente alarmantes em Minas Gerais“, declarou Kalil.

Com isso, novos tipos de estabelecimento não serão liberados a abrir. Podem funcionar apenas os serviços considerados essenciais e os setores reabertos na última segunda-feira (25), que marcou o início da flexibilização do isolamento social na capital.

Na segunda-feira, voltaram a abrir salões de beleza (exceto clínicas de estética), shoppings populares e comércios varejistas. Com o objetivo de diminuir aglomerações no transporte público, foram estabelecidos horários específicos de funcionamento para cada setor.

Apesar de a prefeitura ter estabelecido medidas para diminuir os riscos de propagação do vírus durante o processo de reabertura do comércio, o que se viu nas ruas da capital foi uma grande movimentação de pessoas e o desrespeito ao distanciamento social.
 
Segundo boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES), Belo Horizonte registrou 1.766 casos de coronavírus. Desses, 48 evoluíram para óbitos.
 
Integrante do Comitê de Enfrentamento da Epidemia da COVID-19, o infectologista Carlos Starling disse que que a expansão da COVID-19 na capital não tem relação com a reabertura da economia na segunda-feira.

“Tivemos aceleração pequena de um número de casos, mas não atribuímos à flexibilização. Não deu tempo. Esses casos são, provavelmente, de semanas anteriores. Isso não pressionou o sistema de saúde. Ele está preparado para receber (mais pacientes), mas temos de ser responsáveis para não deixar a epidemia pressionar a cidade e continuar evoluindo. Não dá para flexibilizar mais. Vamos continuar observando os dados e a partir daí, podemos dizer sobre a ocupação de leitos”. 

 
(Fonte: Jornal Estado de Minas)